domingo, 16 de setembro de 2012

Artes - Produtores da turnê "This Is It" trocavam e-mails sobre Michael Jackson: "Ele é um caso perdido"

Produtores da turnê "This Is It" trocavam e-mails sobre Michael Jackson: "Ele é um caso perdido"

Do UOL, em São Paulo


  • Michael Jackson morreu antes da turnê ser realizada
    Michael Jackson morreu antes da turnê ser realizada
Michael Jackson é “um caso perdido” e está “enfraquecido e perturbado”, dizem os e-mails trocados pelos produtores da Anschutz Entertainment Group, que cuidavam da turnê “This Is It”, segundo o site da revista “The Hollywood Reporter”.
Com mais de 250 páginas, as mensagens foram publicadas pelo jornal “Los Angeles Times” e sugerem que a produtora sabia do estado mental de Michael Jackson (1958-2009) no período que antecedeu sua morte.
De acordo com os e-mails dos produtores, Jackson não estava mais ensaiando e precisava de tratamento psiquiátrico urgente.

Algumas semanas antes de Michael Jackson subir ao palco, para a estreia da turnê “This Is It” em Londres, o diretor Kenny Ortega entrou em contato com a equipe da AEG, solicitando a ajuda de um psiquiatra a fim de tratar o cantor e prepará-lo para os shows. "Michael Jackson não está bem o suficiente para cantar e dançar no show como previsto", escreveu Ortega.
A produtora AEG está enfrentando dois processos: uma luta legal contra a seguradora Lloyds, que irá ao tribunal em 2013, sobre o prejuízo de US$ 17,5 milhões pelo fracasso da turnê; e uma contra os herdeiros de Michael Jackson, que afirmam que a produtora o forçou a enfrentar a turnê que incluía 50 shows pelo mundo.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Meio ambiente - Desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo Inpe




Desmatamento na Amazônia cai 17% entre 2011 e 2012, segundo Inpe
Devastação da floresta foi de 1.232,75 km² de janeiro a agosto deste ano.
Mato Grosso, Pará e Rondônia continuam liderando desmatamento.


O desmatamento registrado na Amazônia Legal caiu 17% entre 1º de janeiro e 15 de agosto de 2012, na comparação com o mesmo período de 2011, apontam dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As informações foram obtidas pelo sistema de detecção do desmatamento em tempo real, o Deter, que usa imagens de satélite para visualizar a perda de vegetação na região. Comparando os dados no intervalo de tempo avaliado, a devastação passou de 1.485,66 km² de floresta no ano passado para 1.232,75 km² neste ano, recuo de 252,91 km².

Na comparação entre os três últimos meses deste ano (de 15 de maio a 15 de agosto de 2012) com o mesmo período de 2011, o recuo no desmate foi maior, de 27,8%. A devastação passou de 773,85 km², no intervalo registrado em 2011, para 558,21 km² neste ano.

Em agosto, o Inpe anunciou que publicaria informações do Deter a cada 15 dias. Os dados são considerados um levantamento rápido e não têm o nível de detalhe da pesquisa oficial prevista para o final do ano pela instituição, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal).

Estados
O estado campeão no ranking da devastação continua sendo o Mato Grosso (694,69 km² de área destruída), seguido do Pará (321,58 km²) e de Rondônia (121,68 km²), segundo os dados do Deter de janeiro a agosto de 2012. No ano passado, estes mesmos estados lideraram o desmate da Amazônia Legal - o Mato Grosso perdeu 744,68 km² de floresta, o Pará perdeu 365,92 km² e Rondônia teve 230,36 km² de desmatamento.

Para o professor de política ambiental e mudança climática da Unesp (Universidade Estadual Paulista), David Montenegro Lapola, apesar de parciais, os números mostram continuação na tendência de queda no desmatamento da Amazônia, "algo que ocorre desde 2004".

Ele aponta dois fatores para o recuo na destruição: a maior presença do poder público na Amazônia, principalmente na forma de fiscalização, e o desaquecimento da economia global, que pode ter levado a uma demanda menor por produtos da fronteira agrícola na região, que há anos têm se expandido rumo à floresta.

Para o professor, a criação de áreas de proteção ambiental e a presença maior de agentes da Polícia Federal e do Ibama na região nos últimos anos contribuíram para a diminuição do desmatamento. "Mas não podemos ignorar a questão do desaquecimento econômico internacional", ressalta.

O pesquisador aponta que a queda na destruição da Amazônia contribui também para a redução nas emissões de gases-estufa que causam mudanças climáticas pelo planeta. Aproximadamente 75% das emissões de gases-estufa no Brasil vêm de queimadas e devastação de florestas e outros biomas, incluindo a Amazônia, afirma Lapola.

"Acho que ainda há mais o que fazer com relação à fiscalização. Se a gente pode reduzir em 80% [o desmatamento], por que não podemos reduzir em 100%?", diz o professor, fazendo referência à meta definida por lei no Brasil pela Política Nacional de Mudanças Climáticas. Pela legislação, o país tem como meta reduzir a destruição da Amazônia em 80% até 2020.

Menor índice histórico
Em junho, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou que a Amazônia Legal teve o menor índice de desmatamento dos últimos 23 anos. Segundo Inpe, a região teve 6.418 km² de floresta desmatada entre agosto de 2010 e julho de 2011 -- o equivalente a quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

Foi a menor taxa desde que o instituto começou a fazer a medição, em 1988, e houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período em 2009 e 2010. No entanto, em dezembro do ano passado, o Inpe havia divulgado uma expectativa de desmate de 6.238 km² -- alta de 3%. O número foi obtido a partir dos dados consolidados do sistema Prodes.

Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/09/desmatamento-na-amazonia-cai-17-entre-2011-e-2012-segundo-inpe.html

Educação - Estudante do Centro-Oeste Paulista é campeão internacional de ciências

Estudante do Centro-Oeste Paulista é campeão internacional de

 

ciências

Ele ganhou três medalhas neste ano em Astronomia, Física e Linguística.
O sucesso rendeu uma bolsa de estudos em um colégio da capital.

Ivan participa de diversas olimpíadas científicas desde a oitava série,quando tinha 14 anso. (Foto: Arquivo Pessoal)Ivan participa de diversas olimpíadas científicas desde os 14 anos. (Foto: Arquivo Pessoal)
Os resultados são tão importantes para ele quanto para o Brasil e mostram que nossos estudantes não ficam atrás nessas grandes disputas. “A conquista de medalhas mostra que o país é um destaque em determinadas áreas, não ficamos atrás de outros países”, afirma Ivan.

O estudante descobriu o gosto pela disputa a partir das olimpíadas brasileiras que começou a disputar na oitava série do ensino fundamental, quando ainda morava em Lins. De lá para cá, ele já perdeu a conta de quantas foram. “Consegui ganhar uma medalha de prata na primeira olimpíada e aí no 1º ano do ensino médio conquistei o ouro e fui convocado para a fase internacional. A minha primeira viagem foi para Polônia, onde ganhei um bronze”.

Preparação
Em geral os alunos que participam dessas competições estudam por conta própria, mas algumas escolas dão treinamento. No caso da Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, Ivan recebeu ajuda do colégio. “Eu recebi um treinamento, mas faz um grande diferencial correr atrás, procurar livros e se inteirar dos assuntos”.

Ele afirma que participar das olimpíadas de ciências também é uma grande oportunidade para conhecer áreas do conhecimento que não estão no currículo obrigatório das escolas.
Equipe brasileira se reúne na Olimpíada Internacional de Física. (Foto: Arquivo Pessoal)Equipe brasileira se reúne na Olimpíada Internacional de Física. (Foto: Arquivo Pessoal)

Outro fator importante é o apoio da família. “Para competir você tem que dedicar seu tempo, e se não tiver alguém te apoiando, fica mais difícil seguir em frente. Uma coisa que me dá bastante apoio é a cara dos meus pais de orgulho quando estou competindo”, conta.

Hoje Ivan estuda em um colégio particular de São Paulo e mora na capital. A vaga e a bolsa de estudos ele ganhou depois do sucesso nas competições. “A medalha e os certificados atraem as escolas, eles oferecem bolsa integral e outras coisas, como auxílio moradia, o que para mim tem sido muito bom”, conta.
Estudantes represantam o Brasil na Olimpíada Internacional de Linguística. (Foto: Arquivo Pessoal)Estudantes represantam o Brasil na Olimpíada
Internacional de Linguística. (Foto: Arquivo Pessoal)
Além de ter a oportunidade de estudar em uma ótima escola, o campeão contou que os contatos e amigos que faz durante as viagens também são muito importantes para seu desenvolvimento pessoal. “São muitos países envolvidos e interagimos muito. Durante a competição também aproveitamos para passear. A experiência de estar em outros países e conhecer várias culturas é muito importante, são contatos e oportunidades para vida futura e profissional”.

Mas apesar de se preocupar com o futuro, o estudante confessa que ainda não sabe qual curso vai prestar. “Estou no 3º ano agora, hora de prestar vestibular, mas para ser sincero ainda não sei o que fazer”.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Economia - Grécia planeja criar 'zonas econômicas especiais'




Grécia planeja criar 'zonas econômicas especiais'

Objetivo é atrair investimento privado e tirar economia da depressão.
Zonas ofereceriam aos investidores vantagens administrativas e tributárias.

A Grécia planeja estabelecer "zonas econômicas especiais" para atrair investimento privado e ajudar a tirar sua endividada economia da depressão, anunciou o governo do país nesta terça-feira (28).

As zonas ofereceriam aos investidores vantagens administrativas e tributárias. O governo grego já está mantendo negociações com a Comissão Europeia para obter seu aval a essa iniciativa, disse o ministro do Desenvolvimento, Costis Hatzidakis, em entrevista à imprensa.

"Nós acreditamos que essas zonas vão estimular a economia real por criarem um regime especial para atrair investimento e gerar exportações", disse Hatzidakis.

O anúncio ocorre num momento em que a Grécia se esforça para erguer sua frágil economia, agora no quinto ano consecutivo de recessão. Zonas econômicas especiais já foram adotadas antes por países em desenvolvimento, com destaque para a China, com o objetivo de estimular o crescimento.

Reformas estruturais, como cortes de salários, estão previstos no plano de resgate da União Europeia e Fundo Monetário Internacional para evitar um caótico calote e possível saída da zona do euro.

Mas o governo grego critica o plano dos credores, por ter excessivas medidas de austeridade e poucas destinadas à recuperação econômica.

Hatzidakis pediu que os parceiros da União Europeia aceitem o plano da Grécia de estabelecer as zonas especiais. "Já há objeções fora da Grécia porque isso (as zonas) daria ao país uma vantagem comparativa", afirmou.

No entanto, as zonas não permitiram aos investidores pagar salários especialmente baixos aos trabalhadores, disse Hatzidakis. "A atual legislação trabalhista será plenamente respeitada", afirmou.
A Grécia já reduziu o salário mínimo para encorajar a criação de mais empregos. Todavia, o desemprego se mantém em nível recorde elevado, tendo alcançado 23,1% em maio.


Política - Servidores de 18 categorias aceitam oferta do governo e encerram greve



Servidores de 18 categorias aceitam oferta do governo e encerram greve

Decisão foi por maioria; servidores de Incra e Dnit rejeitaram proposta.
 
Termina nesta terça prazo dado pelo governo para assinatura de acordos.

Servidores federais de 18 categorias ligadas à Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) decidiram nesta terça-feira (28) aceitar a proposta de reajuste do governo e encerrar a greve, segundo informou o coordenador-geral da entidade, Josemilton da Costa. A decisão, por maioria absoluta, foi tomada em plenária que reuniu representantes dos estados.

Segundo o dirigente da confederação, o acordo com o governo prevê uma reavaliação sobre o corte de ponto e a reposição dos dias parados. O acordo deve ser assinado na tarde desta quarta.

De acordo com a confederação, aceitaram o acordo servidores da Saúde, Funasa, Previdência, Trabalho, Cultura, Fazenda, Funai, Agricultura, Arquivo Nacional, Imprensa Nacional, Museu do Índio, Planejamento, Justiça, Transportes, Embratur, Secretaria de Patrimônio da União, administrativos da Polícia Rodoviária Federal e Integração Nacional.

Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), órgãos que também integram o Condsef, decidiram não aceitar a oferta.

"Satisfeitos não estamos, a proposta é bem distante do pleito, mas o processo de negociação vai continuar", afirmou Sérgio Ronaldo, diretor da Condsef. "Acordo não significa que vamos ficar estagnados pelos próximos três anos".

De acordo com a Condsef, os servidores devem voltar ao trabalho a partir de segunda-feira. Uma possível reposição de dias parados ainda será negociada com o ministério do Planejamento.

A entidade diz representar 80% dos servidores do Executivo Federal, aproximadamente 800 mil trabalhadores entre ativos, aposentados e pensionistas. Os segmentos das 18 carreiras que concordaram em encerrar a greve compõem a maioria do universo e representam em torno de 510 mil trabalhadores entre ativos, aposentados e pensionistas – mais de 100 mil dos quais aderiram à paralisação. Desses 510 mil, 250 mil são somente da Previdência, Saúde e Trabalho.

O Ministério do Planejamento espera assinar também, ainda nesta terça-feira, acordos com os servidores do IBGE, Inpi, Inmetro e Ministério do Meio Ambiente

Prazo termina hoje
Termina nesta terça o prazo dado pelo governo para assinatura de acordos. O governo ofereceu reajuste de 15,8% "fatiado" em três vezes até 2015.

A maioria dos servidores deixou a decisão para o último dia, entre eles a Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF). O presidente da FenaPRF, Pedro Cavalcanti, disse que a categoria está "propensa a recusar" a oferta, já que, segundo ele, assinar o acordo em 2012 implicaria em passar os próximos três anos sem pleitear novos reajustes.

A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) informou que decidiu rejeitar a proposta e deve definir nesta quinta-feira (30), em uma assembleia geral extraordinária em Brasília, os rumos do movimento. 

"O governo conhece nossas reivindicações, sabe que não estamos lutando por índice de recomposição de perdas salariais, mas sim para sermos reconhecidos como carreira típica de estado de nível superior", diz o presidente da Fenapef, Marcos Wink.

Representantes da Sindicato do Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz (Asfoc-SN) assinaram nesta segunda acordo com o governo para por fim à greve da categoria, que teve início em 6 de agosto. Segundo o Ministério do Planejamento, é o único acordo assinado até o momento.

Desde março, quando começou a campanha dos servidores por reajuste salarial, o governo diz ter participado de mais de 180 reuniões com mais de 30 sindicatos.

Servidores que tiveram dias não trabalhados descontados da folha de pagamento do mês de agosto, que será paga em 1º de setembro, poderão negociar com o governo sob a condição de encerrarem a paralisação.

Fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2012/08/servidores-de-18-categorias-aceitam-oferta-do-governo-e-encerram-greve.html