sexta-feira, 2 de março de 2012

Educação - Estudante de 19 anos é aprovada em 11 universidades de medicina




Estudante de 19 anos é aprovada em 11 universidades de medicina

Das aprovações, 8 foram em federais e estaduais.
“É preciso ter foco e saber o que quer”, diz jovem.

Uma estudante de apenas 19 anos de Pouso Alegre, no Sul de Minas, foi aprovada no curso de medicina de 11 universidades do país. A determinação de Mariana Vilas Boas garantiu a ela 8 aprovações em universidades federais e estaduais, entre elas Unicamp, USP e UFMG.

Mariana iniciou os estudos em escolas públicas e logo se destacou com boas notas que garantiram bolsas de estudos.

“Consegui uma bolsa em uma escola particular e fiquei por lá até me formar”, conta.

Depois dos dias e dias de estudos, Mariana precisou fazer uma peregrinação pelos vestibulares do país.

“Teve uma semana inteira que eu fiquei viajando de cidade em cidade para fazer as provas. Alguns vezes cheguei a prestar provas um dia seguido do outro”, informa.

Além de passar em um dos cursos mais concorridos do país, a jovem também foi aprovada em odontologia e fisioterapia. Não foi difícil optar pela medicina, mas a escolha da universidade foi um pouco mais complicada.

“Enquanto não tinha saído o resultado da USP estava muito confusa. Mas quando fiquei sabendo que fui aprovada lá eu não tive dúvidas, pois sempre foi meu sonho”, informa a jovem.

Antes de começar, Mariana já traçou o caminho que irá seguir após a universidade.
“Quando eu me formar vou buscar uma boa residência para construir minha carreira. Gosto muito de crianças, então acho que vou seguir pediatria”, explica.

Para quem está se esforçando para passar no vestibular, Mariana deixa a dica.

“É preciso ter foco, saber o que quer e não desistir. Você não pode achar que enquanto está estudando não está vivendo”, revela.

FONTE: http://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2012/02/estudante-de-19-anos-e-aprovada-em-medicina-em-11-universidades.html

Meio ambiente - Cúpula ambiental tem de ter economia como foco, diz embaixador americano




 
Cúpula ambiental tem de ter economia como foco, diz embaixador americano
LUCIANA COELHO
DE WASHINGTON

Os EUA não veem a Rio+20, que ocorre em junho, como uma cúpula cuja prioridade seja tratar de ambiente, mas sim de crescimento econômico e empregos, afirmou em entrevista a correspondentes brasileiros em Washington o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon.

"Essa conferência é sobre criação de empregos e crescimento. É isso que a fará diferente, porque vamos incorporar questões e padrões ambientais, mas o faremos em termos mais amplos, [ao falar] de como você permite que as economias cresçam", disse o diplomata americano.

Shannon, que participou de um fórum no Departamento de Estado com empresários de mais de cem países, enfatizou que, embora a preocupação ambiental esteja no arcabouço do evento (a Rio+ 20 nasceu como um desdobramento da Eco 92), seu objetivo principal é, para os americanos, fomentar a combalida economia global.

Para o diplomata, que já respondeu pela política externa americana para as Américas, a Rio+20 pode criar um "novo espaço de negociação" entre países em desenvolvimento e desenvolvidos, em falta sobretudo depois que a Rodada Doha para liberalização do comércio global entrou em coma.

Embora tenha citado as negociações comerciais falidas, porém, ele nega que o novo fórum seja um substituto direto para elas.

"De muitas formas, a Rio+20 cria um novo espaço para esses países dialogarem, com uma óbvia preocupação com ambiente, incorporada a um diálogo mais amplo sobre como você fomenta o crescimento econômico no longo prazo e como cria empregos", analisou.

"Sem isso, no cenário econômico que enfrentamos, a agenda ambiental falhará."

A presidente Dilma Rousseff tem a expectativa de fazer da Rio+20 um fórum de referência, mas sua ênfase tem estado no investimento público e no combate à pobreza, prioridades de seu governo. Os dois países parecem concordar, porém, que ambiente é tema secundário.

VISITA PRESIDENCIAL
Sobre a visita da presidente a seu colega Barack Obama em abril, Shannon afirmou que o debate deve ser dominado pelas possibilidades de investimento e comércio, e que as prioridades devem ser energia e educação.

O programa Ciência sem Fronteiras, que leva pesquisadores, universitários e pós-graduandos brasileiros a universidades dos EUA e outros países, é a menina-dos-olhos de Dilma em política externa.

Segurança energética, por outro lado, é um dos principais temas de debate nos EUA, que há anos tentam reduzir sua dependência do petróleo do Oriente Médio e acompanha os desdobramentos no Brasil com bons olhos, sobretudo a produção de etanol e o Pré-Sal.

"Acabamos de ver no acordo [de energia] com o México e na Colômbia provas de que o hemisfério Ocidental [Américas] pode ser um grande produtor de energia para o mundo", disse. "Os principais atores regionais precisam se unir em um diálogo [sobre o tema]."

Questões políticas globais e regionais também devem estar na agenda, e o embaixador vê Irã e Síria como "temas naturais". Ele evitou, porém, entrar em detalhes sobre uma possível nova atuação do Brasil após a 
rejeição de um acordo mediado com Ancara em 2010.

Disse apenas que a posição de Dilma em política externa, mais discreta, é bem-vinda, elogiou seus dois antecessores e afirmou que, a seu ver, os dois países concordam que o Irã deve levar em conta "a preocupação da comunidade internacional com seu programa nuclear".

Teerã, que vem aumentando o ritmo do enriquecimento de urânio, matéria prima para a produção de energia atômica, mas ainda não chegou aos níveis necessários para uma bomba, afirma que sua intenção é só produzir energia, o que os EUA e potências europeias contestam.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Economia - Superávit da balança comercial soma US$ 370 milhões na última semana


Superávit da balança comercial soma US$ 370 milhões na última semana


Com isso, saldo parcial positivo deste mês sobe para US$ 1,72 bilhão.
No acumulado do ano, até 19 de fevereiro, superávit soma US$ 429 milhões.


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou nesta quarta-feira (22) que a balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 370 milhões na última semana, com exportações de US$ 4,7 bilhões e importações de US$ 4,33 bilhões.

Na parcial deste mês, até o dia 19, o saldo comercial positivo subiu para US$ 1,72 bilhão. No período, as exportações somaram US$ 12,39 bilhões e as compras do exterior totalizaram US$ 10,67 bilhões. Contra fevereiro do ano passado, as vendas externas avançaram 14% e as importações subiram 5,7%.

Exportações e importações no mês
Em fevereiro, na parcial até dia 19, as exportações de produtos manufaturados foram as que mais se destacaram, com crescimento de 24,1% sobre fevereiro do ano passado.

As principais vendas foram: plataforma de perfuração e exploração de petróleo, energia elétrica, óleos combustíveis, aviões, motores e geradores elétricos e partes de motores para veículos. No mesmo período, as exportações de semimanufaturados subiram 10,2% e as vendas de produtos básicos ao exterior avançaram 7,4%.

Do lado das importações, subiram as aquisições, também sobre fevereiro do ano passado, de equipamentos mecânicos (+25,4%), instrumentos de ótica e precisão (+24,7%), siderúrgicos (+21,6%), aparelhos eletroeletrônicos (+8,4%), plásticos e obras (+6,7%), farmacêuticos (+6,1%) e veículos automóveis e partes (+6,1%), entre outros.

Acumulado do ano 
Ainda segundo números do governo, o saldo positivo da balança comercial brasileira, na parcial deste ano, até 19 de fevereiro, somou US$ 429 milhões. Contra igual período do ano passado, quando o superávit totalizou US$ 1,95 bilhão, houve uma queda de 78%.

No acumulado deste ano, as exportações somaram US$ 28,53 bilhões, com média diária de US$ 815 milhoes, enquanto que as compras do exterior totalizaram US$ 28,1 bilhões (média de US$ 803 milhões por dia útil). Contra o mesmo período de 2011, as vendas externas subiram 3,7% e as importações avançaram 10%.

Resultado de 2011 fechado
Em todo o ano de 2011, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 29,79 bilhões. Com isso, o superávit da balança comercial registrou crescimento de 47,8% em relação ao ano de 2010, quando o saldo positivo totalizou US$ 20,15 bilhões. Trata-se, também, do maior superávit da balança comercial desde 2007 (US$ 40,03 bilhões). Em 2008 e 2009, respectivamente, o saldo comercial somou US$ 24,95 bilhões e US$ 25,27 bilhões.

Perspectivas para 2012
Para 2012, ano que ainda será marcado pelos efeitos da crise financeira internacional, com a previsão de crescimento do PIB em cerca de 3,3%, e pela concorrência acirrada pelos mercados que ainda registram crescimento econômico – como é o caso do Brasil –, os economistas dos bancos acreditam que o valor do superávit da balança comercial (exportações menos importações) registrará queda, atingindo US$ 19,5 bilhões.

O Banco Central, porém, está um pouco mais otimista. A autoridade monetária projeta um superávit da balança comercial de US$ 23 bilhões para este ano, com as exportações em US$ 267 bilhões e as compras do exterior em US$ 244 bilhões. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), por sua vez, prevê um saldo comercial positivo de US$ 20,8 bilhões neste ano.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tecnologia - Pesquisadores criam dispositivo que permite cegos congênitos transformarem som em visão

 

Pesquisadores criam dispositivo que permite cegos congênitos transformarem som em visão

Uma equipe de desenvolvedores israelenses estão desenvolvendo um dispositivo que permite pessoas com deficiência visual transformarem som em visão. O projeto é parcialmente inspirado na viseira utilizada pelo personagem Jordy LaForge, em Star Trek: The Next Generation.

O projeto está em desenvolvimento pela equipe liderada pelo Dr. Amir Amedi, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Para que o deficiente visual consiga enxergar pelo seu óculos, Amir usa o conceito do som que invade o córtex visual do paciente. Tal conceito foi descoberto há 20 anos, pelo pesquisador holandês Peter Meijer, que criou um algoritmo para traduzir a posição e a aparência de um objeto em diferentes sons. Meijer aplicou essa descoberta em um dispositivo chamado Sensory Substitution Device.

Com apenas um breve treinamento, os usuários podem aprender a interpretar a “paisagem sonora” de objetos, pessoas, e cenários. Na prática, o usuário poderá localizar com facilidade onde cada coisa está, vendo o seu formato e posição, e até mesmo ler as palavras escritas em um livro. O sistema funciona com pessoas que perderam a visão por causa de um acidente ou lesão, e também com aqueles que possuem a cegueira de forma congênita.

O Dr. Amedi lembra que pesquisas anteriores ajudaram a indicar a utilização do som como a melhor solução. A visão trabalha com duas vias paralelas: a primeira via é responsável pela identificação do objeto, mostrando a sua cor e o seu formato.

A segunda via, por sua vez, indica a localização do objeto, coordenando os dados visuais com a função motora da pessoa. Pesquisando os resultados do funcionamento do dispositivo do Dr. Meijer, Dr. Amedi descobriu que as duas vias seguem funcionando, mesmo quando a pessoa não possui a visão normal. A prova disso é que os deficientes visuais ativam essas características do cérebro quando estão lendo um texto em Braile.

Com isso, o grupo de pesquisadores conseguiram desenvolver um sistema complementar que estimulasse as funções visuais através do som captado pelas pessoas e objetos.

Link da fonte: http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/02/pesquisadores-criam-dispositivo-que-permite-cegos-congenitos-transformarem-som-em-visao.html