segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Meio ambiente - Brasil é acusado de imperialismo por bancar hidros em vizinhos





Daniele Bragança
16 de Fevereiro de 2012


O “plano B” do governo federal para ampliar a oferta de energia no Brasil será a construção de hidrelétricas em países vizinhos. A informação, apurada pela Folha de S. Paulo na edição de terça-feira (14/02), diz que o principal projeto de integração no uso de usinas hidrelétricas para geração de energia será com o Peru, mas há estudos e projetos em andamento em outros países, a maioria na Região Amazônica, especificamente Peru, Bolívia, Colômbia, Guiana, Suriname e Venezuela). A ferramenta preferencial por trás desses planos é a capacidade de financiamento do BNDES.

O 
acordo de integração energética entre Brasil e Peru foi assinado entre os dois países em maio de 2009. A escolha do Peru como parceiro não foi por acaso: o país responde por 14% do potencial hídrico da América Latina e tem baixa demanda interna por energia. O acordo binacional, que prevê a construção de seis usinas com capacidade de gerar 22 GW - quase duas Belo Monte – sofre resistência por lá devido aos impactos que pode causar sobre povos indígenas.

A hidrelétrica de Inambari, que deverá custar US$ 4 bilhões, foi 
cancelada em junho do ano passado até o governo peruano entrar em acordo com indígenas e populações tradicionais que seriam afetados. 
Fora da Amazônia, o governo brasileiro constrói junto com a Argentina uma usina binacional de 4,8 bilhões de dólares: aUsina Hidrelétrica Binacional Garabi, que deve ser erguida no rio Uruguai, fronteira entre Brasil e Argentina, com capacidade estimada em 2.000 megawatts. Na Bolívia, também se encontra em estudos a construção de outra binacional, a exemplo da Itaipu (maior usina do mundo), construída com o Paraguai.

Além disso, o custo da energia no exterior pode ser mais baixo do que no Brasil. Na Bolívia, o MWh da Usina de Cachuela Esperanza, ainda em estudo, sairia por US$ 58. No Brasil, caso fosse implantada uma usina com esta capacidade, o custo seria de US$ 77, segundo projeções da consultoria PSR, ouvida pela Folha.

Não é apenas por acordo de cooperação entre países que o Brasil amplia sua influência. As empresas brasileiras também expandem seus negócios em projetos de grandes obras, com ajuda de financiamento do BNDES.

A Eletrobras, por exemplo, pretende acrescentar 18 GW ao sistema com unidades no exterior até 2020. Essas usinas estarão interligadas por 10 mil quilômetros de cabos. Ainda segundo a reportagem da Folha, essas obras consumirão recursos de pelo menos R$ 58 bilhões. Esse montante poderá ser totalmente financiado pelo BNDES, desde que as empresas nacionais sejam as controladoras.

E é também por este motivo (dentre outros) que o Brasil é acusado de imperialista pelas organizações de direito civil dos países envolvidos. Um artigo do 
New York Times relata o aumento da influência do Brasil nos países vizinhos e a crescente resistência que essa posição desperta. O jornal americano dá destaque ao papel do BNDES "um colosso financeiro que torna nanicos os empréstimos do Banco Mundial e que se transformou no principal meio do Brasil projetar o seu poder através da América Latina e além dela”.

A Comissão de Povos, Meio Ambiente e Ecologia do Congresso peruano e ambientalistas fizeram pressão para rever o acordo energético assinado entre os dois países. Uma das acusações aponta que o Brasil se beneficia da geração de energia produzida no vizinho, sem ter que compartilhar o impacto ambiental. 

Em maio do ano passado, houve um 
fórum sobre o acordo energético Peru-Brasil e as implicações para o Peru. O vídeo“Decide informado decide consciente” (em espanhol), discutido durante o evento, fala dos efeitos do acordo energético e de seus impactos ambientais, como o desmatamento de um milhão e meio de hectares para a construção das cinco hidrelétricas previstas.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Esportes - Dirigentes vibram com goleada, mas Robinho e Ibra avisam: 'Não acabou'



 Dirigentes vibram com goleada, mas Robinho e Ibra avisam: 'Não acabou'

Destaques do massacre do Milan contra o Arsenal pedem que time não perca o foco no jogo de volta, enquanto Galliani vibra: 'Jogo foi perfeito'

Por GLOBOESPORTE.COM Milão 

O humilhante 4 a 0 imposto pelo Milan ao Arsenal no primeiro duelo entre as equipes pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, é claro, foi exaltada pelos rossoneri. No entanto, a postura após a partida é bem diferente se forem comparadas as declarações de dirigentes e dos jogadores. Enquanto Galliani e Berlusconi são só festa, Robinho e Ibrahimovic pedem cautela para evitar um tropeço no jogo de volta.
Em entrevista ao canal de televisão "RAI Sport" após a partida, o brasileiro, que marcou dois gols no jogo, festejou a atuação e o resultado, mas pediu seriedade na partida de Londres.

- Claro que estamos em uma boa situação, mas a pegada tem que ser a mesma no jogo de volta. Sabemos que temos qualidade para lutar pela Champions e pelo Italiano e vamos fazer de tudo para isso - afirmou o camisa 70.

Quem também manteve a cautela foi Ibrahimovic, grande nome da partida com duas assistências e um gol. Segundo ele, a noite da última quarta-feira em Milão foi, sim, inesquecível. Mas ainda há mais 90 minutos de jogo a serem disputados e ele ressalta a importância disso.

- Foi uma noite emocionante, porque jogamos brilhantemente e conseguimos um ótimo resultado. Você não ganha de 4 a 0 do Arsenal todo dia. Estamos felizes por levar este resultado para Londres, mas não acabou ainda. Temos que manter o foco  - disse ao site da Uefa.

Dirigentes vibram com "noite perfeita"
A euforia ficou por conta dos engravatados do Rossonero. Adriano Galliani, vice-presidente, nem parece considerar possível uma reviravolta no confronto. Do Arsenal, para ele, somente um dos jogadores se salvou: Van Persie.
 
- Foi uma noite perfeita! E ainda poderíamos ter feito mais gols... Sem falar que alguns jogadores acabaram de voltar de lesão e não estavam 100%. Pelo Arsenal, vi um grande nome em campo: Robin Van Persie. Assisto ao futebol inglês e o acho um jogador fantástico - comentou.

Silvio Berlusconi, mandachuva rossonero, frisou a quebra do tabu contra os ingleses.

- Você tem que se sentir confiante após uma vitória tão bonita. Jogar contra times ingleses não vinha sendo fácil para nós, mas esperamos acabar com este tabu e buscar o título agora.

A partida de volta entre Milan e Arsenal está marcada para o dia 6 de março, no Emirates Stadium.

Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-italiano/noticia/2012/02/dirigentes-vibram-com-goleada-mas-time-do-milan-avisa-nao-acabou.html

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Tecnologia - Número de dispositivos móveis conectados será maior que população mundial em 2016

 

 Número de dispositivos móveis conectados será maior que população mundial em 2016

Um estudo liberado pela Cisco, conhecida fabricante de roteadores que equipa boa parte da internet, mostrou que os gadgets portáteis conectados à rede vão atingir níveis assombrosos daqui a quatro anos. De acordo com a empresa, em 2016 serão mais de 10 bilhões de aparelhos móveis na rede, ao passo que teremos estimados 7,3 bilhões de pessoas no mundo, dada as estimativas das Nações Unidas.

 As estimativas atuais dizem que existem 14 bilhões de dispositivos conectados à internet, mas a grande maioria são de computadores e laptops. O total de celulares, tablets e outros aparelhos desse tipo não ultrapassa ainda a população mundial.
        
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O relatório diz ainda que esses dispositivos vão gerar ao menos 10,8 exabytes de tráfego por mês ou 130 exabytes ao ano. Esse último valor é o equivalente em armazenamento a 33 bilhões de discos de DVD. Já para 2020 a estimativa da empresa é ainda mais assustadora: serão ao menos 50 bilhões de dispositivos móveis conectados.

Um dos motivos do aumento de tráfego é o aumento da velocidade das redes residenciais, segundo o CTO da Cisco, Padmasree Warrior. A expectativa dele é de que essas velocidades aumentem em 10 vezes na próxima década.

Via Reuters.

Economia - Kellog anuncia compra da Pringles por US$ 2,7 bilhões





Kellog anuncia compra da Pringles por US$ 2,7 bilhões

'Pringles é uma excelente estratégia para a Kellogg', diz comunicado.
Empresa de cereais tem meta de construir negócio global de snacks.
Do G1, com informações da AFP

O grupo americano de alimentos Kellog Company anunciou nesta quarta-feira ter chegado a um acordo com a Procter & Gamble para a cessão de sua única marca de alimentação, as batatas fritas Pringles pela quantia de US$ 2,7 bilhões.

"Estamos muito felizes em anunciar esta aquisição estratégica, que deverá ser concluída antes de 30 de junho", declarou o presidente da Kellog, John Bryant, em comunicado.

"Pringles é uma excelente estratégia para a Kellogg. O passo avança significativamente a meta da empresa de construir um negócio global de snacks ao lado de seu negócio mundial de cereais", diz o comunicado.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Atres - Adele triunfa no Grammy, marcado por morte de Whitney Houston


 Adele triunfa no Grammy, marcado por morte de Whitney Houston
Apresentador abriu evento com uma prece para Whitney Houston.
Cerimônia de premiação musical aconteceu na noite deste domingo (12).

A "princesa do soul" britânica Adele triunfou no domingo (12) no Grammy em uma cerimônia marcada pelo luto provocado pela inesperada morte da cantora pop Whitney Houston.

Adele fez exatamente o que se esperava dela e venceu em todas as categorias a que foi indicada, levando para casa seis prêmios Grammy, incluindo álbum, música e gravação do ano. E ainda fez uma das performances mais aplaudidas da noite, ao voltar aos palcos depois de meses parada por causa de uma cirurgia na garganta, cantando "Rolling in the deep" para uma platéia de figurões da música que a aplaudiram empolgados. Ao subir ao palco para o prêmio final, a cantora britânica que dominou as paradas de 2011 chorou.

Aberta com uma apresentação do músico Bruce Springsteen, a cerimônia do Grammy que aconteceu na noite de domingo não demorou a entrar nas homenagens a Whitney Houston, morta na noite de sábado (11). O cantor LL Cool J, apresentador da cerimônia, abriu seu discurso dizendo que "tivemos uma morte na família", e dando início a uma prece para Whitney Houston. "Nosso Pai Celeste, obrigado por ter nos dado nossa irmã Whitney Houston". A oração foi seguida por um vídeo da própria cantora interpretando seu hit "I will always love you" em outra edição do Grammy.

Já na reta final, logo após o tradicional segmento que lembra as perdas que a indústria do entretenimento sofreu no ano, outra homenagem: iluminada por um único holofote, a cantora Jennifer Hudson é a encarregada da responsabilidade de cantar ao vivo "I will always love you", maior sucesso de Houston e de qualquer cantora da história.

Além do tributo a ela, os destaques da noite ficaram por conta de dois retornos aos palcos - da cantora Adele, que não se apresentava desde outubro de 2011 por conta de uma cirurgia na garganta, e da banda Beach Boys, que há décadas não reunia seus membros remanescentes, incluindo Brian Wilson.

A celebração em torno da volta do Beach Boys começou com o Maroon 5 cantando "Surfer girl". Em seguida, eles chamaram Foster the people, que fizeram uma interpretação do clássico "Wouldn't it be nice". Então entraram em cena, para uma plateia de músicos já de pé, os Beach Boys reunidos para cantar Good Vibrations, arrancando gritinhos da audiência, especialmente nos primeiros vocais de Brian Wilson. Antes do fim da canção, eles foram discretamente acompanhados pelos vocalistas das bandas anteriores. Depois, aplaudidos em pé.

Os saudosistas aproveitaram de um fôlego só - o show seguinte, apresentado por Stevie Wonder, foi Paul McCartney cantando "My valentine". Também foi aplaudido em pé. Mas quem realmente empolgou o público foi Adele, com "Rolling in the deep", não à toa eleita a música do ano.

A cerimônia do Grammy é dividida em duas partes. Os prêmios principais fazem parte do evento que é transmitido ao vivo pela TV americana e pela TV paga no Brasil. Mas outros integram uma cerimônia que acontece horas antes do programa e que é composta principalmente de categorias técnicas, mas não apenas.

Neste domingo (12), por exemplo, nomes pop como Adele, Foo Fighters, Taylor Swift, Tony Bennett e Amy Winehouse foram premiados no evento secundário. Esta divisão acontece por causa do grande número de categorias do prêmio - este ano, são 78 ao todo.

Gravação do ano (intérpretes): 
“Rolling in the deep”- Adele
“Holocene”- Bon Iver
“Grenade” - Bruno Mars
“The cave” - Mumford & Sons
“Firework” - 
Katy Perry.

Álbum do ano
“21” - Adele

“Wasting light” - Foo Fighters
“Born this way” - 
Lady Gaga
“Doo-Wops & Hooligans”- 
Bruno Mars
“Loud”- Rihanna.

Música do ano (compositores): 
“All of the lights” - 
Kanye West, Rihanna, Kid Cudi & Fergie
“The cave” - Mumford & Sons
“Grenade” - Bruno Mars
“Holocene” - Bon Iver
“Rolling in the deep” - Adele

Performance solo pop
Adele - "Someone like you"
Lady Gaga - "You and Ï"
Bruno Mars - "Grenade"
Katy Perry - "Firework"
Pink - "F...' Perfect"

Performance duo ou grupo

Tony Bennett & Amy Winehouse - "Body and soul"
The Black Keys - "Dearest"
Coldplay - "Paradise"
Foster the people - "Pumped up the kids"
Maroon 5 & Christina Aguilera - "Moves like Jagger"

Álbum pop
"21" - Adele
"The lady killer" - Cee Lo Green
"Born this way" - Lady Gaga
"Doo-wops & hooligans" - Bruno Mars
"Loud" - Rihanna

Performance rock
Coldplay - "Every teardrop is a waterfall"
Decemberists - "Down by the water"
Foo Fighters - "Walk"
Mumford & sons - "The cave"
Radiohead - "Lotus flower"

Performance hard rock/metal
Dream Theater - "On the backs of angels"
Foo Fighters - "White limo"
Mastodon - "Curl of the burl"
Megadeth - "Public enemy nº 1"
Sum 41 - "Blood in my eyes"

Música de rock
Mumford & sons - "The cave"
Decemberists - "Down by the water"
Coldplay - "Every teardrop is a waterfall"
Radiohead - "Lotus flower"
Foo Fighters - "Walk"

Álbum de rock
Jeff Beck - "Rock n' roll party honoring Les Paul"
Foo Fighters - "Wasting light"
Kings of Leon - "Come around sundown"
Red Hot Chili Peppers - "I'm with you"
Wilco - "The whole love"

Disco de música alternativa
Bon Iver - "Bon Iver"
Death Cab for Cutie - "Codes and keys"
Foster the people - "Torches"
My Morning Jacket - "Circuital"
Radiohead - "The king of limbs"

Melhor performance de rap
"Look At Me Now" - Chris Brown, Lil Wayne & Busta Rhymes
"Otis" - Jay-Z & Kanye West
"The Show Goes On" -  Lupe Fiasco
"Moment 4 Life" - Nicki Minaj & Drake
"Black And Yellow" - Wiz Khalifa

Melhor parceria/rap
"All Of The Lights" - Kanye West, Rihanna, Kid Cudi & Fergie
"Party" - Beyoncé & André 3000
"I'm On One" - DJ Khaled, Drake, Rick Ross & Lil Wayne
"I Need A Doctor" - Dr. Dre, Eminem & Skylar Grey
"What's My Name?" - Rihanna & Drake
"Motivation" - Kelly Rowland & Lil Wayne

Melhor álbum de rap
"My Beautiful Dark Twisted Fantasy" - Kanye West
"Watch The Throne" - Jay-Z & Kanye West
"Tha Carter IV" - Lil Wayne
"Lasers" - Lupe Fiasco
"Pink Friday" - Nicki Minaj

Melhor álbum de R&B
"F.A.M.E." - Chris Brown
"Second Chance" - El DeBarge
"Love Letter" - R. Kelly
Pieces Of Me - Ledisi
"Kelly" - Kelly Price

Melhor álbum country
"My Kinda Party" - Jason Aldean
"Chief" - Eric Church
"Own The Night" - Lady Antebellum
"Red River Blue" - Blake Shelton
"Here For A Good Time" - George Strait
"Speak Now" - Taylor Swift

Melhor performance country (solo)
"Mean" - Taylor Swift
"Dirt Road Anthem" - Jason Aldean
"I'm Gonna Love You Through It" - Martina McBride
"Honey Bee" -  Blake Shelton
"Mama's Song" - Carrie Underwood

Melhor vídeo musical - curto
"Rolling In The Deep" - Adele
"Yes I Know" - Memory Tapes
"All Is Not Lost" - OK Go
"Lotus Flower" - Radiohead
"First Of The Year (Equinox)" - Skrillex
"Perform This Way" - "Weird Al" Yankovic

Melhor vídeo musical - longo
"Foo Fighters: Back And Forth" - Foo Fighters
"I Am...World Tour" - Beyoncé
"Talihina Sky: The Story Of Kings Of Leon" - Kings Of Leon
"Beats, Rhymes & Life: The Travels Of A Tribe Called Quest" - A Tribe Called Quest
"Nine Types Of Light" - TV On The Radio

Artista revelação
The Band Perry
Bon Iver
J. Cole
Nicki Minaj
Skrillex