sábado, 22 de janeiro de 2011

Educação - Haddad culpa área técnica por falhas no Sisu

Haddad culpa área técnica por falhas no Sisu; resultado de auditoria sai em até 30 dias

Questionado sobre as falhas no Sisu (Sistema de Seleção Unificada), o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (21) que o ministério precisa reforçar sua área de infraestrutura de tecnologia da informação. A declaração foi dada durante entrevista coletiva realizada em Brasília.

Haddad negou ainda que tenha havido falha de planejamento. Ele disse que aguarda, em menos de 30 dias, resultado de uma auditoria para saber a origem dos problemas no sistema. Adiantou, no entanto, que suspeita que o erro tenha origem na configuração de uma das máquinas que foram substituídas no meio do processo. “Sei o que não causou: não foi falta de planejamento, nem [falha de] internet, nem rede, nem capacidade de rede, não foi aplicativo”, disse.

STJ expede liminar para cassar todas as decisões contra Sisu
Segundo Haddad, o ministério tem à disposição cargos comissionados (conhecidos por DAS) “que não atraem pessoal sênior que possa certificar eventos como esse”. O ministro disse que é preciso “um suporte contratual para que pessoas com senioridade possam certificar sistemas ou serem contatados no momento em que é necessário visão mais acurada."

Enem
Para o ministro, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), "que tem todas as dificuldades logísticas que todo mundo conhece”, não precisa atender as mesmas regras às quais outros concursos e vestibulares estão sujeitos. Haddad ainda criticou o Ministério Público por pressionar o MEC a permitir que pessoas insatisfeitas com os resultados do Enem pudessem reclamar da prova. “Como pode o concurso do Ministério Público não prever recurso em seu edital e esse órgão cobrar algo que, em seu procedimento interno, não considera?”, questionou. Pelo edital do Enem, os candidatos não podem ter acesso às provas corrigidas.

Superior Tribunal de Justiça
Nesta sexta, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) cassou todas as liminares das Justiças Federais dos Estados contra o Sisu. “Juízes de primeira instância estavam tomando decisões incoerentes entre si. Isso torna qualquer procedimento executivo inviável", disse Haddad em entrevista coletiva. "Como pode o Poder Público atender uma e deixar de atender a outra?”, questionou.


Segundo o STJ, seria um risco manter as decisões das Justiças Federais dos Estados, por representar um "conflito de competências". A decisão foi do ministro Félix Fischer, que afirmou que "o deferimento indiscriminado de liminares" para prorrogar prazos do Sisu iria ter impacto no calendário das instituições, "ocasionando, também, prejuízos àquelas instituições e estudantes que se valem do Prouni (Programa Universidade para Todos)".


Batalha jurídica
Com essa decisão, cai a liminar que permitia o acesso à correção das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Já havia caído a liminar que prorrogava as inscrições do Sisu apenas para o Rio de Janeiro. O MEC fechou o sistema ontem e não o reabriu na manhã desta sexta (21), apesar da decisão da Justiça.


Durante a quinta-feira (20), houve uma batalha jurídica o MEC e a Justiça Federal em vários Estados. A Justiça Federal no Ceará autorizou o acesso à correção das provas do Enem 2010 e a possibilidade de entrar com recursos, caso houvesse irregularidades no resultado.
Pouco antes, a Justiça Federal em Pernambuco também já havia negado o pedido de a suspensão do funcionamento do Sisu, que havia sido feito pelo MPF/PE.

Já em São Paulo, um estudante conseguiu uma liminar para ter acesso às provas, conforme divulgou a Justiça Federal no Estado no começo da noite desta quinta. O candidato afirma ter preenchido corretamente a cor do caderno de questões e assinado a ata de sala (que confirma sua presença no segundo dia de provas). No entanto, ele diz que teve suas notas zeradas.

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2011/01/21/haddad-culpa-area-tecnica-por-falhas-no-sisu-resultado-de-auditoria-sai-em-ate-30-dias.jhtm

Saúde - Estudo promete avanços no tratamento de deficiências fetais


Estudo promete avanços no tratamento de deficiências fetais
Cientistas conseguiram fazer implante de células-tronco em fetos de ratos.
Tratamento poderá servir para anemia falciforme e talassemia.


Cientistas americanos descobriram, em estudos com cobaias, porque falhavam os transplantes fetais de células-tronco, considerados muito promissores no tratamento de problemas congênitos antes do nascimento.

Embora as pesquisas apontem uma causa materna para esta falha, os cientistas destacam que a solução também pode estar na mãe, segundo a pesquisa feita em ratos e publicada na edição desta terça-feira no "Journal of Clinical Investigation".

O problema pode ter sido que os médicos tentavam implantar no feto células-tronco que coincidissem com a sua medula óssea, mas o sistema imunológico da mãe entendia estas novas células como uma ameaça e as rejeitava.

Mas ao implantar as células-tronco que coincidissem com a mãe, os cientistas observaram uma taxa de sucesso de cerca de 100%, destacou o estudo.

"A pesquisa é muito emocionante porque dá uma solução simples e elegante, que faz com que o transplante fetal de células-tronco seja um objetivo alcançável", disse a principal autora do estudo, Tippi MacKenzie, da Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF, oeste dos EUA).

"Agora temos, pela primeira vez, uma estratégia viável para tratar distúrbios congênitos com células-tronco antes do nascimento", emendou.

Se o processo funciona em humanos, os médicos poderão tratar uma grande variedade de distúrbios hereditários imunes que podem ser detectados através de exames pré-natais, como a anemia de células falciformes, a talassemia, a granulomatose crônica e outras.

"Era surpreendente que os transplantes fetais de células-tronco não dessem bons resultados, especialmente pelo dogma amplamente aceito de que o imaturo sistema imunológico do feto pode se adaptar para tolerar substâncias externas", disse Qizhi Tang, coautora do estudo do laboratório de pesquisas em transplantes da UCSF.

"O extraordinário do nosso estudo é que o culpado é o sistema imunológico da mãe", acrescentou.
Os cientistas esperam, a seguir, examinar se o processo que observaram também funciona em humanos.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/01/estudo-promete-avancos-no-tratamento-de-deficiencias-fetais.html

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

2011

A R.E.T.A. - Revista Eletrônica do Terceiro Ano, mantida pelos alunos do 3o. ano do Colégio José Augusto Vieira, estabelecimento de ensino localizado em Lagarto/SE, retornará a suas atividades na próxima semana, a partir do dia 24 de janeiro.

Este ano contaremos com duas novidades: notícias sobre educação e meio ambiente, assuntos que cada vez mais interessam àqueles que se preparam para vestibulares ou querem apenas estar bem informados sobre os fatos da atualidade.

Abraços a todos.

Prof. Moacir Poconé

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

2010 - Fim

Após um ano de muitos fatos nos mais diversos setores da sociedade, estamos concluindo os trabalhos desse 3º ano, que postou nada menos que 177 notícias sobre tudo o que acontecia no Brasil e no mundo.

Esperamos agora por 2011, para a retomada da R.E.T.A. com ainda mais informações e conhecimento para os nossos alunos e público em geral.

Abraços a todos

Prof. Moacir Poconé

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Saúde - Indústria reduziu em 94,6% gordura trans em alimentos, diz Saúde


Indústria reduziu em 94,6% gordura trans em alimentos, diz Saúde
Resultado é referente a metas de 2007 e se enquadra a limites recomendados.
Substância aumenta risco de doenças cardiovasculares, diabetes e AVC.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou nesta quinta-feira (25) que 94,6% da indústria alimentícia conseguiu diminuir o índice de gordura trans nos alimentos industrializados para números que estão dentro das recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os dados são de estudo feito pela Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) em parceria com o governo federal.

Segundo informações do Ministério da Saúde, as metas foram estabelecidas em 2007 e previam redução para até 5% de gordura trans no total de gorduras em alimentos processados, e 2% do total de gorduras em óleos e margarinas. Nas categorias de margarinas, cremes vegetais, bolos e biscoitos, no entanto, o ministério afirmou que os resultados foram "menos expressivos".

A iniciativa se originou com a criação do Fórum da Alimentação Saudável pelo Ministério da Saúde e a Abia, também em 2007, acordo que foi renovado nesta quinta para os próximos três anos. Entre as atividades essenciais previstas na renovação do fórum estão, além do combate ao uso da gordura trans, a definição e a adoção de estratégias para reduzir gradativamente os teores de sal/sódio, açúcar e gordura saturada dos alimentos processados.

O ministério informa que o consumo de altas taxas de gordura trans e sal aumentam os riscos de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e AVC (acidente vascular cerebral).

Segundo a Abia, as indústrias se comprometeram a estabelecer metas voluntárias de redução gradativa do sódio/sal nos alimentos, considerando a segurança alimentar, qualidade e aceitação de consumo. As metas ainda não foram definidas. O Ministério da Saúde trabalha com a expectativa de reduzir pela metade o consumo de sal pela população brasileira até 2020.

A associação calculou que, com a redução verificada, cerca de 230 mil toneladas de gordura trans deixaram de ir para os alimentos no ano de 2009, em comparação com 2008.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/11/industria-reduziu-em-946-gordura-trans-em-alimentos-diz-saude.html

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Política - Julgamento do mensalão deve começar no final de 2011


Julgamento do mensalão deve começar no final de 2011

O julgamento dos 38 réus envolvidos no suposto esquema de compra de votos de parlamentares revelado em 2005, conhecido como mensalão, deve começar no final do ano que vem no Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta semana, o ministro Joaquim Barbosa, relator do caso, encerrará a fase de perícias – em que se investigam fatos relevantes para a causa – e abrirá prazo de 15 dias a um mês para que as partes façam as alegações finais, pedindo esclarecimentos sobre fatos novos que surgiram já com a ação penal em andamento. Depois disso, o ministro encerra a fase de instrução e deve levar cerca de um ano para elaborar seu voto.

Segundo Joaquim Barbosa, o longo período reservado para a elaboração do voto se deve ao fato de que nunca houve no STF uma ação penal com tantos réus e com tantos detalhes a serem analisados. O ministro deverá estudar mais de 40 mil páginas de processo, fora os apensos, antes de votar. Apesar de serem poucos os réus com foro privilegiado – direito de serem julgados pelo STF – os ministros decidiram que todos os 38 deveriam ser julgados em conjunto. A decisão contrariou pedido de desmembramento do relator, que visava dar mais agilidade na tramitação do caso.

A previsão é que o julgamento demore cerca de três semanas para ser concluído, caso não haja pedido de vista de outro ministro (que não tem prazo para devolver seu voto). As três semanas de julgamento incluiriam sessões extras às segundas, terças e sextas-feiras. Somente o relatório – que traz todas as informações sobre a denúncia e andamento da ação penal – deve ter mais de 300 páginas, o que dá uma estimativa de três dias apenas para leitura.

Depois disso, é aberta a sustentação oral da defesa dos 38 réus. Como se trata de uma ação penal, cada advogado tem direito a uma hora de fala, totalizando inicialmente 38 horas (o presidente da Corte pode prorrogar o prazo ou os advogados podem abrir mão de usar todo o tempo). Segundo o regimento interno do STF, o procurador-geral da República também pode se manifestar pelo mesmo tempo das partes, o que acrescentaria mais 38 horas ao julgamento. Somente após a sustentação, os ministros começam a votar.

Desde outubro, o ministro Joaquim Barbosa voltou ao STF após sucessivos períodos de licenças médicas para tratamento de um problema crônico na coluna. Sem descartar a possibilidade de tirar novas licenças no próximo ano, o relator adianta que isso não atrapalhará o encaminhamento da Ação Penal nº 470. “Basta ver o andamento do processo para notar que não deixei de despachar mesmo nos períodos de licença”, lembra ele.

A AP 470 começou a tramitar no STF em 2007, após a Corte aceitar a denúncia contra os 40 réus oferecida pelo Ministério Público Federal em 2005. Desde então, dois réus deixaram de integrar o processo: Silvio Pereira, que fez um acordo com o Ministério Público para que seu nome fosse retirado da ação, e o ex-deputado José Janene, que morreu em setembro vítima de problemas cardíacos. Depois do interrogatório dos réus, em junho de 2008, começou a fase da oitiva das testemunhas, que extrapolou os prazos iniciais e acabou apenas em agosto deste ano. As perícias começaram no início do ano passado e o prazo também precisou ser prorrogado.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/politica/2010/11/22/julgamento-do-mensalao-deve-comecar-no-final-de-2011.jhtm

domingo, 28 de novembro de 2010

Geral - Odontologia é destaque na Folha de S. Paulo por nota 5 no Enade



Odontologia é destaque na Folha de S. Paulo por nota 5 no Enade

O curso de Odontologia da UFS ganhou destaque na edição de 10 de novembro da Folha de S. Paulo (veja na seção "UFS é notícia"). A matéria do caderno de vestibular Fovest evidencia a nota 5 no Enade obtida pelo curso na última edição do exame que avaliou a área (domingo passado, 21, o exame avaliou mais 19 áreas, inclusive Odonto; veja aqui).

“Quem pretende ser dentista e busca um curso conceituado para estudar tem entre as opções a UFS, a Universidade Federal de Sergipe. A odontologia da instituição tirou 5, a nota máxima, na última avaliação do Enade, exame do Ministério da Educação que avalia a qualidade das graduações”, diz a abertura da matéria assinada por Andressa Taffarel.

Ouvido pela reportagem, o reitor Josué Modesto dos Passos Subrinho disse acreditar que outros cursos poderiam tirar a mesma nota não fossem os boicotes empreendidos por alguns estudantes. “Tenho certeza de que Medicina e Engenharia de Alimentos, por exemplo, poderiam tirar a nota máxima. Infelizmente, acho que eles [alunos] ainda não atinaram para a importância do exame, que valoriza um diploma”, diz.

A matéria também coloca que outros dez cursos tiraram 4, a segunda melhor nota. São eles: Ciência da Computação, História, Comunicação Social, Educação Física, Letras (e as habilitações inglês, francês e espanhol), Matemática e Pedagogia.

Ainda segunda a reportagem, na avaliação do MEC que mede a qualidade das instituições, o Índice Geral de Cursos (IGC), a UFS tirou 3, numa escala de 1 a 5.

Obras

No quesito obras, a matéria da Folha informa que, com o Reuni, a instituição tem experimentado um momento de grandes mudanças físicas. Algumas obras, no entanto, estão com seu cronograma atrasado.

Segundo o reitor, afirma a matéria, “a maioria das obras são feitas por pequenas empresas e algumas acabaram falindo nesse período”.


Repercussão

A matéria da Folha de S. Paulo sobre o curso de Odontologia da UFS repercutiu no Jornal da Cidade, edição de 17 de novembro. Em editorial, o jornal sergipano abre o texto com uma máxima muita conhecida no jornalismo. “É, parece mesmo que notícia boa não obtém repercussão positiva tanto quanto uma notícia ruim ganha logo os quatro cantos do mundo”.

Sobre o boicote às provas realizado por alguns estudantes, o jornal coloca que “os estudantes, não só os sergipanos, os brasileiros de um modo geral, não acreditam que a avaliação de suas escolas possa ser feita através de uma prova única e anual”.

No desfecho, o editorial elogia a boa colocação da UFS no ranking do MEC que congrega as instituições. “O destaque enfocado pelo jornalão paulista não deixa de ser o reconhecimento ao belo trabalho feito pela Universidade Federal de Sergipe. Na última avaliação do Ministério da Educação que mede a qualidade das instituições, numa escala de um a cinco, a UFS tinha cravado três em seu currículo”.

Consulte na página do Enade os resultados do exame.

Ascom

comunica@ufs.br

http://www.ufs.br/?pg=noticia&id=2556