segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Política - IDH do Brasil melhora


IDH do Brasil melhora, e país ocupa a 75ª posição em ranking

País continua entre nações com desenvolvimento humano elevado.
Levantamento reúne dados sobre riqueza, educação e esperança de vida.
Robson BoninDo G1, em Brasília

Estudo divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) revela que o Brasil perdeu cinco posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). No relatório divulgado em novembro de 2008, o país estava em 70º lugar, com índice de 0,807. No levantamento divulgado nesta segunda, o índice de IDH no Brasil cresceu a 0,813, mas não evitou que o país descesse ao 75º lugar.

Embora as condições socioeconômicas no país tenham melhorado, o coordenador do Pnud, Flavio Comim, explica que o Brasil aparece em 75º por dois motivos.

O primeiro, responsável pela perda de duas posições, é a entrada de Listenstaine, Andorra e Afeganistão no ranking. Desconsiderando o Afeganistão, que aparece em penúltimo, perdendo apenas para Níger, Listenstaine e Andorra já apareceram à frente do Brasil no levantamento: em 19º e 28º lugar respectivamente. O bom desempenho no IDH está relacionado, entre outros fatores, à diferença populacional. O Brasil tem cerca de 190 milhões de habitantes, enquanto a população dos dois países gira entre 30 e 75 mil habitantes - semelhante à cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

Essa 75ª posição divulgada agora é, na verdade, a posição consolidada do ranking do IDH divulgado no ano passado. Por isso dizemos que o IDH do Brasil permaneceu estável, apesar de ter caído cinco posições em relação ao divulgado".

O segundo motivo é a atualização dos índices divulgados em 2008. Segundo o Pnud, todos os anos, depois de divulgar o ranking do IDH, os técnicos do Pnud fazem a atualização dos dados. Com isso, três países que apareciam atrás do Brasil acabaram beneficiados pela consolidação dos índices. A Rússia aparecia em 73º e foi para 71º. Dominica estava em 77º e agora aparece em 73º lugar e Granada saiu de 86º para a 74ª colocação.

"É como se fosse uma corrida. Alguns países aceleram no crescimento, mas há outros países que estão correndo mais. Não quer dizer que os países não estão acelerando, mas algumas nações evoluem mais rapidamente", explica Comin.

Como a atualização dos dados apenas consolida o relatório divulgado em 2008, o Pnud argumenta que apesar de o país aparecer cinco posições atrás no ranking, na pontuação dos índices a situação permaneceu inalterada. ”Essa 75ª posição divulgada agora é, na verdade, a posição consolidada do ranking do IDH divulgado no ano passado. Por isso dizemos que o IDH do Brasil permaneceu estável, apesar de ter caído cinco posições em relação ao divulgado”, explica Comin.

O ranking divulgado pelo Pnud é formulado – em uma escala que vai de 0 a 1 – a partir do cruzamento de informações relacionadas a riqueza, educação e esperança média de vida. Os dados analisados correspondem 2007 e não refletem os efeitos da crise financeira internacional, que teve seu pior momento em setembro de 2008.

É como se fosse uma corrida. Alguns países aceleram no crescimento, mas há outros países que estão correndo mais. Não quer dizer que os países não estão acelerando, mas algumas nações evoluem mais rapidamente.

Além do ingresso de novos países que elevou a lista do IDH de 179 para 182 nações, outra novidade apresentada nesta edição é a criação de uma nova categoria para países de IDH muito elevado. Ela agrega nações com índice superior a 0,9. O tema do relatório 2009 é "Ultrapassar barreiras: mobilidade e desenvolvimento humanos".

BRIC
Com a atualização dos dados do relatório, o Brasil perdeu a liderança entre as nações que compõem o BRIC, bloco de países em franco desenvolvimento formado por Brasil, Rússia, Índia e China. O país foi superado pela Rússia. O IDH brasileiro, em 75º lugar, é o segundo melhor do ranking, já que China aparece em 92º e a Índia, em 134º. A pontuação do desenvolvimento humano dos indianos é de 0,612, enquadrada na categoria de “desenvolvimento médio”, mesma situação da China, que tem 0,772.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Esportes - Rio 2016


Rio transforma o sonho olímpico em realidade e conquista os Jogos de 2016

Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, candidatura carioca supera as rivais Madri, Tóquio e Chicago na disputa em Copenhague

É impossível prever quais serão os maiores atletas do planeta daqui a sete anos. Possível, sim, é saber em que palco eles vão brilhar: o Rio de Janeiro. Em uma sexta-feira histórica para o esporte brasileiro, os cariocas conquistaram em Copenhague o direito de sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Até a cerimônia de abertura no Maracanã, serão mais de 2.400 dias. Tempo de sobra para viver intensamente cada modalidade, moldar novos ídolos e, acima de tudo, deixar a cidade ainda mais maravilhosa. Superadas as rivais Madri, Tóquio e Chicago, finalmente dá para dizer com todas as letras: a bola está com o Rio.

Quando o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, abriu o envelope com os cinco anéis olímpicos e anunciou a vitória do Rio, foram duas explosões simultâneas de alegria. Na Praia de Copacabana, a multidão que aguardava o resultado soltou o grito e começou a comemorar sob uma chuva de papel picado.

Dentro do Bella Center, os integrantes da delegação brasileira repetiram a festa de forma efusiva. Sem conter as lágrimas, Pelé comandava a celebração, abraçando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e os esportistas. Entre gritos e abraços, difícil era encontrar um brasileiro que não estivesse chorando.

Enquanto isso, no Air Force One, Barack Obama já voltava para casa, com as mãos vazias e uma decepcionante eliminação na primeira rodada. A população japonesa, em sua maioria contra a candidatura, pôde festejar a saída na segunda fase. Madri avançou à final, mas não conseguiu emplacar duas Olimpíadas seguidas na Europa. E a vitória brasileira sobre os espanhóis na última rodada veio com sobras: 66 votos contra 32.

Na primeira fase, Chicago foi eliminada com apenas 18 votos. Madri liderou a primeira parcial, com 28, seguida por Rio (26) e Tóquio (22). A segunda etapa já teve o Rio bem na frente, com 46, contra 29 dos espanhóis e 20 dos japoneses, que saíram da briga.

O Brasil, que lutava há mais de uma década pelo direito de sediar os Jogos, ganhou a disputa na lágrima, da mesma forma como costuma festejar suas conquistas em cima do pódio em competições mundo afora. Com uma apresentação marcada pelo tom emotivo nesta sexta-feira, o Rio deu a cartada final para convencer os integrantes do Comitê Olímpico Internacional a plantar o movimento olímpico na América do Sul pela primeira vez. A estratégia funcionou bem.

A vitória, na verdade, começou bem antes disso. Após duas tentativas frustradas para as edições de 2004 e 2012, o projeto de 2016 teve o mérito de unir as três esferas de governo. Além disso, a comitiva incluiu não apenas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas um rol de astros esportivos como Pelé, Cesar Cielo, Guga e Torben Grael.

Quando foram anunciadas as eliminações prematuras de Chicago e Tóquio, o Rio sabia que teria, na última rodada de votação, um adversário de peso. No relatório técnico do COI, Madri ficou à frente dos cariocas. Na hora da decisão, contudo, os votantes mudaram de opinião.

Quando o Brasil ainda estava na madrugada, começaram as apresentações. A primeira cidade a falar para os integrantes do Comitê Olímpico foi Chicago. O presidente Barack Obama, que tinha chegado algumas horas antes, reforçou o discurso de “uma América de portas abertas para o mundo”. A apresentação foi pragmática e ainda passou por um momento de saia justa, quando o paquistanês Syed Shahid Ali, membro do COI, questionou a dificuldade que alguns estrangeiros têm para conseguir visto de entrada nos Estados Unidos. Enfático, Obama afirmou que acredita num país mais receptivo ao mundo. Mas não terá os Jogos de 2016 para provar a tese.

Na apresentação de Tóquio, o premiê Yukio Hatoyama estava desconfortável por ter que discursar em inglês. Diante da preocupação do COI com o meio ambiente, os japoneses tentaram convencer os votantes de que poderiam fazer os Jogos mais ecológicos da história.

O Brasil entrou em cena na terceira apresentação, batendo na tecla de que a América do Sul merecia a chance de, enfim, sediar o evento. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, chegou a citar o pré-sal como trunfo verde-amarelo. O governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes reforçaram o elo entre todas as esferas políticas. Mas foi a emoção que deu o tom dos discursos. A jovem Bárbara Leôncio, do atletismo, não conteve as lágrimas enquanto sua imagem aparecia no telão. E o presidente Lula resumiu o espírito da candidatura ao citar a paixão brasileira pelo esporte: “Chegou a hora.”

Madri veio em seguida e surpreendeu. A capital espanhola mostrou um projeto seguro e confiável, até em um de seus pontos fracos: o controle de doping - a comitiva levou a Copenhague uma carta com garantias da Agência Mundial Antidoping (Wada). Com 77% das instalações para 2016 já construídas, Madri apresentou uma candidatura de poucos riscos. “É a decisão segura”, afirmou o presidente do governo espanhol, José Luis Zapatero.

Em vez da segurança espanhola, venceu a emoção brasileira. Até 2016.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Olimpiadas/0,,MUL1327272-17698,00-RIO+TRANSFORMA+O+SONHO+OLIMPICO+EM+REALIDADE+E+CONQUISTA+OS+JOGOS+DE.html

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Esportes - Olimpíadas 2016




Comitê Rio 2016 diz que presença de Barack Obama não mudará os planos
Ida do presidente americano a Copenhague era esperada pelos brasileiros

A confirmação da presença do presidente do Estados Unidos, Barack Obama, em Copenhague para apoiar a candidatura de Chicago a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 mereceu reação discreta na base do Comitê Rio 2016 (Co-Rio), num hotel no centro da capital dinamarquesa.

- O planejamento não muda. Vamos continuar seguindo tudo o que estava previsto - diz um porta-voz do Co-Rio.

Internamente, o anúncio da presença de Barack Obama já era esperado pelo Co-Rio. A confirmação, porém, aconteceu apenas nesta segunda-feira. O presidente americano viaja para Copenhague na quinta-feira à noite e retorna para Washington logo depois da votação que define a sede dos Jogos de 2016, na sexta-feira.

No Comitê da candidatura Chicago 2016, o anúncio de Obama obviamente foi bastante comemorado.

- Não poderíamos ter apoio maior na nossa campanha. Estamos honrados com a presença dele e da primeira-dama Michelle Obama, que faz um gesto de amizade em benefício da nossa nação e da cidade de Chicago - diz o presidente do comitê Chicago 2016, Patrick G. Ryan.


http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Olimpiadas/0,,MUL1320820-17698,00-COMITE+RIO+DIZ+QUE+PRESENCA+DE+BARACK+OBAMA+NAO+MUDARA+OS+PLANOS.html

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Concursos - IBGE

IBGE recebe inscrição para 33.012 temporárias, em mais de 5.500 municípios
Da Redação
Em São Paulo•Edital



O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) está com inscrições abertas para 33.012 vagas temporárias, em mais de 5.500 municípios, para o Censo 2010. São 6.722 postos para a função de agente censitário municipal, 23.900 para agente censitário supervisor, 1.432 para agente censitário de informática, 558 para agente censitário administrativo e 400 para agente censitário regional. Das vagas, 5% são para deficientes.

Para participar, é preciso ter ensino médio completo (a comprovação da escolaridade deverá ser feita na contratação, que ocorrerá em janeiro e março de 2010). O censitário regional deve ter ainda carteira nacional de habilitação, definitiva ou provisória. Veja no item 1 do edital as funções de cada cargo.

O agente censitário regional terá salário de R$ 1.600, o censitário administrativo, de R$ 760, o censitário municipal, de R$ 1.150, o censitário supervisor, R$ 900, e o censitário de informática, R$ 900. Haverá ainda auxílio para alimentação e tranporte.

A previsão do trabalho é de até 12 meses para o agente censitário regional; dez meses para o municipal; dez meses para o de informática; nove meses para o supervisor; e 12 meses para o administrativo.

As vagas para as funções agente censitário municipal e agente censitário supervisor terão uma única inscrição. O candidato com melhor classificação no processo seletivo simplificado terá a vaga de agente municipal em cada local. Os demais ficarão com os postos de supervisor.

As inscrições poderão ser feitas até as 23h59 de 6 de outubro, no site da Cesgranrio. Há ainda postos de inscrição: veja os endereços aqui. O valor da taxa é de R$ 22 para agente censitário municipal, supervisor e de informática; R$ 18 para agente administrativo e R$ 30 para agente regional.

As provas devem ser realizadas em 6 dezembro, com duração de quatro horas, das 13h às 17h (horário de Brasília). Os locais de prova serão divulgados no dia 23 de novembro. Os exames terão questões de múltipla escolha: veja as disciplinas e o número de questões de cada uma delas, por função, no anexo 2 do edital.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Política - pesquisa do Ibope



Ibope mostra Ciro e Dilma empatados com 14% das intenções de voto
Serra aparece com 34% e continua liderando a pesquisa.
Possível candidata do PV, Marina Silva aparece com 6%.



A última pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira (22) mostra um empate entre a ministra-chefe da Casa Civil e possível candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Ambos aparecem com 14% das intenções de voto em um universo de cinco candidatos listados: Dilma, Ciro, José Serra, Heloísa Helena e Marina Silva. O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece como favorito para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. A pesquisa estimulada mostra que 34% dos entrevistados votariam em Serra. A pesquisa foi realizada de 11 a 14 de setembro, com 2.002 entrevistados em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Depois de Ciro e Dilma, vêm Heloísa Helena (PSOL), com 8%, e Marina Silva (PV), com 6%. Em relação a última pesquisa, realizada em junho, quando Marina ainda não aparecia, Serra caiu quatro pontos percentuais e Dilma, três. Ciro, por sua vez, surpreendeu, registrando crescimento de dois pontos. Na última pesquisa, ele aparecia com 12% das intenções.

Cenários
Já em um cenário em que Heloísa Helena não é candidata, Serra lidera com 35%, seguido por Ciro Gomes (17%), Dilma (15%) e Marina (8%). Em um último contexto, sem Heloísa Helena, com Aécio como candidato do PSDB, Ciro Gomes ganharia a eleição com 28% dos votos. Na sequência, vêm Dilma (18%), Aécio (13%) e Marina (11%).

Em um cenário em que o candidato tucano é Aécio Neves, Ciro lidera a pesquisa com 25% das intenções de voto, seguido por Dilma (16%), Aécio (12%), Heloísa Helena (11%) e Marina Silva (8%). Vinte e oito por cento dos pesquisados disseram que votariam em branco ou nulo ou não responderam à pesquisa.

Para o diretor de relações institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita, a introdução da senadora Marina Silva levou a o atual quadro para a secessão de Lula a um empate técnico na segunda colocação, nos cenários em que cinco candidatos aparecem, sendo Serra o nome do PSDB. Guarita resaltou que o levantamento confirma a tendência de favoritismo do governador de São Paulo, que lidera em todas as listas em que está presente.

Rejeição
A pesquisa mostra José Serra e Ciro Gomes como os candidatos com os menores índices de rejeição. 30% dos pesquisados disseram que não votariam de jeito nenhum no tucano, enquanto 33% responderam que jamais votariam no candidato do PSB. O índice de rejeição de Dilma e Heloísa Helena chega a 40%, enquanto o de Aécio e Marina é de 37%.

De acordo com Amauri Teixeira, consultor da MCI Estratégia, que analisa os dados do Ibope a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de rejeição de Dilma não significa que ela não tenha chance de vencer a eleição. "Parece temerário dizer que quem tem 40% de rejeição está fora. É muito cedo para fazer essa afirmação [de que Dilma não tem chance].

Quando perguntados se conhecem bem ou mais ou menos os candidatos, 66% dos entrevistados dizem conhecer Serra. Os mais conhecidos depois do tucano são Ciro Gomes (45%), que já disputou duas eleições presidenciais, Dilma Rousseff (32%), Heloísa Helena (30%), Aécio Neves (27%) e Marina Silva (18%).

Dentre os pesquisados, 60% responderam que votariam com certeza ou votariam para presidente da República no governador Serra e 49% disseram que votariam no deputado Ciro. Já em Dilma, 32% votariam. Na sequencia aparecem Heloísa (31%), Aécio (28%) e Marina (22%).

Esportes - Campeonato Brasileiro



Rodada deixa a disputa na parte cima da tabela do Brasileirão mais embolada
Tropeços de Inter e São Paulo deixam o Palmeiras na liderança. Goiás atropela o Corinthians e volta ao G-4, enquanto Grêmio dá prova de força


Embolou de vez. Se na abertura da 25ª rodada a preocupação do líder Palmeiras era com a proximidade de Inter e São Paulo, que poderiam ter assumido a liderança provisória no fim de semana, o Verdão vai a campo na quarta-feira, para enfrentar o Cruzeiro, pressionado pelo retorno do Goiás ao G-4 e, com a possibilidade de ficar ao alcance do quinto colocado, Atlético-MG, em caso de derrota.

Com 44 pontos, o time do técnico Muricy Ramalho, que no sábado comemorou o triunfo do Vitória sobre o Colorado por 2 a 0, no Barradão, só está à frente dos são-paulinos, os novos vice-líderes, por conta do saldo de gols. Porém, se vencer o Cruzeiro, abrirá três pontos sobre os tricolores e sobre os colorados, que perderam no sábado para o Vitória.

O Tricolor Paulista foi outro a tropeçar e frustrar a expectativa pela "chegada do Jason", ao ceder o empate por 1 a 1 para o Santo André na segunda etapa, após abrir o placar no início do jogo.

O Esmeraldino, que agora soma 42 pontos, reconquistou seu espaço no grupo dos líderes de forma surpreendente. Deixando para trás toda a polêmica envolvendo as declarações do técnico Hélio dos Anjos e os boatos de ciúmes dentro do grupo, os goianos aplicaram uma goleada por 4 a 1 sobre o Corinthians, no Pacaembu, na partida que marcou o retorno de Ronaldo aos gramados depois de quase dois meses em recuperação.

Mas o time do Centro-Oeste não foi o único a mostrar que está vivo na briga. Também com uma goleada - por 5 a 1, no Olímpico - o Grêmio afundou o lanterna Fluminense e, em sexto lugar, com 39 pontos, mostrou força para o restante da competição.

Entre os que acabaram o fim de semana lamentando, o Colorado, que segue com 43 pontos e caiu para a terceira posição, teve a companhia do Atlético-MG, que ficou no empate sem gols com o 16º colocado Náutico, e perdeu a vaga entre os classificados para a Libertadores.

Outras duas vitórias expressivas dão sinais de que a parte de cima da tabela segue longe de estar definida. Após amargar três rodadas sem vitórias, o Avaí aproveitou o retorno do atacante William à equipe e atropelou o Barueri, na Ressacada, por 4 a 0, dando um passo importante na direção de seu objetivo de se garantir na elite em 2010 e indicando que pode ser mais ambicioso daqui para frente.

No Maracanã, comandado por Adriano e Petkovic, o Flamengo voltou despachou o Coritiba por 3 a 0, subindo para a oitava posição, também com 37.

Quem caiu vertiginosamente para a 12ª colocação foi o Santos, que empatou em 0 a 0 com o Botafogo, na Vila Belmiro, e perdeu três posições. O resultado serviu ainda para prolongar o sofrimento do Alvinegro carioca, que segue na zona de rebaixamento, com 25 pontos.

Na disputa para fugir da degola, só o Atlético-PR se destacou, com a vitória sobre o Sport, que deu ao Furacão seis pontos de vantagem sobre o 17º colocado, o Ramalhão.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/0,,MUL1311526-9827,00-RODADA+DEIXA+A+DISPUTA+NA+PARTE+CIMA+DA+TABELA+DO+BRASILEIRAO+MAIS+EMBOLADA.html

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Política - Eleições 2010


Senado aprova liberdade na internet durante as eleições
Existem dúvidas sobre como ficariam os debates entre candidatos na web.
Texto foi aprovado em votação simbólica e volta para a Câmara.
Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

O Senado aprovou nesta terça-feira (15) a liberdade na internet durante as eleições. A aprovação aconteceu por votação simbólica depois que o relator da reforma eleitoral, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), recuou e apresentou um novo parecer propondo a liberdade na internet durante as eleições.

O projeto retornará agora para a Câmara, onde foram impostas restrições ao uso da internet. O texto original dos deputados enquadrava a web a regras de rádio e TV. Desta forma, não seria permitida a emissão de opinião e todos teriam que dar o mesmo espaço para todos os candidatos.

O texto anterior do relator do projeto de reforma no Senado dizia que seria vedado aos portais e empresas de comunicação social veicular na web pesquisa que contenha manipulação de dados ou dar “tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação, sem motivo jornalístico que o justifique”.

O novo texto de Azeredo retira as restrições à web impostas anteriormente e determina que “é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores – internet – assegurando o direito de resposta”.

Foi feito um acordo em plenário para a aprovação do novo parecer, já que os senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Aloízio Mercadante (PT-SP), que tinham emendas defendendo a liberdade da web, apoiaram a modificação.

O texto determina também a liberdade para “outros meios de comunicação interpessoal mediante mensagem eletrônica”. A nova versão determina ainda que “as representações pela utilização indevida da internet serão apreciadas na forma da lei”.

Para entrar em vigor em 2010, o projeto precisará ainda retornar para a Câmara, ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado no Diário Oficial da União até o dia 3 de outubro.

Debates
O texto final, no entanto, pode trazer dúvidas sobre a realização de debates entre candidatos na web. Emenda aprovada por acordo em plenário deu novas regras para o tema.

As emissoras de televisão e rádio não precisarão mais convidar todos os candidatos para participar destes eventos, como acontece atualmente. Apenas os candidatos de partidos com mais de dez deputados federais terão de ser convidados e o debate poderá ser realizado com a presença de 2/3 deles.

Os relatores da reforma, Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Marco Maciel (DEM-PE), porém, alteraram o texto em plenário e estenderam as regras também para a “rede mundial de computadores”.

Para o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), porém, os debates poderiam ficar de fora da regra, já que o novo texto apresentado por Azeredo propõe a livre manifestação do pensamento na web. A dúvida será resolvida pela Câmara, quando o projeto for analisado pelos deputados.